


Alagoas está entre os estados brasileiros com tendência de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o Boletim InfoGripe divulgado na quinta-feira (25) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Além de Alagoas, também apresentam crescimento Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina.
O recorte considera a Semana Epidemiológica 24, referente ao período de 14 a 20 de junho de 2026.
Cenário de alerta em diferentes regiões do país
De acordo com o boletim, Alagoas também está entre os estados classificados em situação de alerta, risco ou alto risco para incidência de SRAG nas últimas duas semanas.
O avanço dos casos está relacionado principalmente à circulação de vírus respiratórios, com destaque para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que responde por mais da metade das infecções confirmadas nas últimas quatro semanas.
Vírus mais presentes e perfil dos casos
Os dados mostram que a SRAG continua atingindo com mais intensidade crianças pequenas, especialmente por causa do VSR, que é uma das principais causas de internação nessa faixa etária.
Entre os casos positivos para vírus respiratórios no país nas últimas quatro semanas:
53,1% foram causados pelo VSR
23,9% por rinovírus
16,4% por influenza A
7,9% por influenza B
2% por Covid-19
Já entre os óbitos relacionados à SRAG, a influenza A lidera as mortes, seguida por rinovírus, VSR, influenza B e Covid-19.
Impacto em crianças e idosos preocupa especialistas
Segundo a Fiocruz, a incidência da SRAG permanece mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre idosos.
Nas últimas quatro semanas, a distribuição dos óbitos por vírus respiratórios foi a seguinte:
38,3% influenza A
21,6% rinovírus
20,9% VSR
12,6% influenza B
7,5% Covid-19
Recomendações diante do avanço da SRAG
Com o aumento dos casos em Alagoas e em outras regiões do país, especialistas reforçam a importância da vacinação atualizada contra vírus respiratórios, além da adoção de medidas preventivas em situações de maior risco.
Também é recomendado buscar atendimento médico de forma precoce em casos de sintomas respiratórios persistentes, especialmente em crianças e idosos.
Os dados completos podem ser acompanhados no boletim da Fiocruz: Boletim InfoGripe da Fiocruz (link oficial).
