PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em 9ª fase da Compliance Zero

Rádio Sampaio com Metrópoles
Publicado 18/06/2026
Metrópoles

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18/6), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura a possível participação de um agente público em um esquema de irregularidades envolvendo o Banco Master. 

Entre os principais alvos estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

Além das buscas, também foram autorizadas medidas cautelares diversas da prisão, como monitoramento eletrônico, suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.

Segundo a PF, os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

As investigações ocorrem em meio às revelações feitas pela colunista do Metrópoles Milena Teixeira de que a BK Financeira, empresa da nora de Jaques Wagner, Bonnie de Bonilha, recebeu ao menos R$ 11 milhões do Banco Master desde 2021.

A empresa foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para a instituição financeira de Daniel Vorcaro. Bonnie é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado do senador.

Em manifestações anteriores, Jaques Wagner afirmou que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa e que cabe exclusivamente aos seus responsáveis prestar esclarecimentos sobre as atividades desempenhadas.

Outro alvo da operação, o empresário Augusto Ferreira Lima, é ex-sócio de Daniel Vorcaro e personagem recorrente nas investigações relacionadas ao Banco Master.

Preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, ele já teve bens bloqueados pela Justiça e foi alvo de medidas do Banco Central, que decretou a liquidação extrajudicial da DTVM e do Banco Pleno.

Augusto também responde a uma cobrança de R$ 247 milhões no Tribunal de Justiça de São Paulo e é apontado em ações judiciais por suposta blindagem patrimonial por meio de empresas utilizadas para proteger ativos imobiliários.

 

 

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