


Um relatório da Polícia Federal (PF), tornado público nessa terça-feira (16), aponta que um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, conhecido como "A Turma", atuava como uma espécie de "milícia privada" e utilizava uma estrutura com carros blindados, armas e fuzis durante reuniões. Segundo a investigação, o aparato tinha como objetivo atender aos interesses do empresário, mas relatos indicam que os participantes se sentiam intimidados.
De acordo com a PF, o grupo possuía ramificações em diferentes estados e mantinha conexões com operadores do jogo do bicho no Rio de Janeiro. As investigações identificaram Manoel Mendes Rodrigues, que se apresenta como "empresário do jogo", como responsável por coordenar o esquema de segurança em reuniões realizadas na capital fluminense.
Conforme mensagens interceptadas pela corporação, a estrutura era apresentada como medida de proteção para Vorcaro e sua família. No entanto, testemunhas relataram que o forte aparato causava medo. Em um dos casos citados no relatório, participantes afirmaram ter se sentido como se estivessem na "Rússia de Putin", em referência ao elevado poder de fogo e ao ambiente de intimidação descrito nas investigações.
