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Polícia Civil investiga morte de recém-nascida em Pariconha e laudo do IML aponta morte por asfixia

Rádio Sampaio
Publicado 16/06/2026
Foto: PC/AL

 

A Polícia Civil de Alagoas está investigando as circunstâncias da morte de uma bebê de apenas 29 dias de vida, registrada nesse último sábado (13), em Pariconha, no Sertão de Alagoas.

Segundo as investigações, a criança, identificada como Raíra Alves da Silva, teria dado entrada já sem vida no Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia, na noite do último sábado.

A Polícia Civil informou que a mãe da criança já prestou depoimento e as diligências ainda estão em andamento.  Conforme registrado no boletim de ocorrência, a mãe da criança relatou aos policiais que havia ingerido bebida alcoólica e dormido ao lado dos filhos. Segundo ela, uma das crianças da família a acordou ao perceber que a bebê estava arroxeada e apresentava sangramento pelo nariz. A mãe, então, teria levado a bebê até a unidade hospitalar, onde o óbito foi confirmado pelos médicos.

IML

O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca divulgou nesta segunda-feira (15) o resultado da análise feita no corpo da recém-nascida. Segundo o laudo, os achados periciais do exame revelaram um conjunto de sinais anatomopatológicos compatíveis com asfixia por sufocação direta, ou seja, quando algo impede a entrada de ar pelas vias respiratórias (nariz e boca).

NOTA

O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca concluiu o exame tanatoscópico realizado em um recém-nascido de 29 dias, que deu entrada, já em óbito, no Hospital Regional do Alto Sertão, no último sábado (13).

Os achados periciais do exame, conduzido pelo médico-legista Dr. Francisco Pessoa, revelaram um conjunto de sinais anatomopatológicos compatíveis com asfixia por sufocação direta. Entre os sinais observados, destacam-se cianose cervicofacial, edema cerebral, pulmões hiperinsuflados e congestão do baço e do fígado.

Durante a necropsia, não foi identificado qualquer corpo estranho na traqueia ou nas vias aéreas superiores que justificasse uma obstrução respiratória interna. Dessa forma, os elementos técnicos apontam para um mecanismo de sufocação provocado por agente externo, capaz de impedir a entrada de ar nos pulmões.

O laudo pericial completo foi encaminhado à autoridade policial competente, que conduzirá as investigações para o esclarecimento das circunstâncias do caso."

 

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