


Vídeos inéditos obtidos pela imprensa levantaram novas suspeitas sobre o acidente com uma moto aquática ocorrido em Ilhabela, no litoral de São Paulo. As imagens mostram conversas entre pessoas ligadas ao caso após o desaparecimento de Bruna Damaris e Dheoge Bernardino, ocorrido em 23 de maio, e passaram a integrar as investigações conduzidas pela polícia.
Segundo as apurações, Bruna e Dheoge saíram para um passeio de moto aquática quando a embarcação apresentou pane e ficou à deriva. Bruna foi resgatada por um pescador após permanecer cerca de 42 horas no mar. Já o corpo de Dheoge foi localizado oito dias depois.
As gravações revelam diálogos que, de acordo com os investigadores, podem indicar uma tentativa de alinhamento de versões antes dos depoimentos às autoridades. Em um dos trechos, uma pessoa orienta que todos mantenham a mesma narrativa sobre os acontecimentos.
O proprietário da moto aquática, Joaquim Rodrigues da Silva Neto, conhecido como Neto Mineiro, afirma que não alugou nem emprestou o veículo e sustenta que Dheoge utilizou a embarcação sem autorização. Uma amiga que estava em uma lancha confirmou essa versão. No entanto, os vídeos mostram integrantes do grupo discutindo informações que deveriam ser repassadas à polícia.
As imagens já foram entregues às autoridades. Até o momento, pelo menos 13 pessoas foram ouvidas, e novas testemunhas poderão ser convocadas. A Polícia Civil investiga possíveis irregularidades no acesso à moto aquática e apura se houve negligência na utilização da embarcação.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, a investigação ainda está em andamento. A polícia informou que, caso seja comprovada a entrega irregular da moto aquática, os responsáveis poderão responder por homicídio culposo. As autoridades também alertam que prestar falso testemunho é crime e pode resultar em responsabilização criminal.
