Casos suspeitos de ebola triplicam em uma semana

Michel Lunanga/Getty Images

Os casos suspeitos de ebola na República Democrática do Congo praticamente triplicaram em uma semana. Até esta sexta-feira (22/5), foram registrados 750 casos suspeitos da doença e 177 mortes. Na semana passada, eram 246 casos e 65 mortes.

Nesta sexta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco de surto para “muito alto” em nível nacional e “alto” para Uganda. Também fez um alerta internacional sobre o risco de propagação da doença. O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que a situação é “profundamente preocupante”.

A OMS enviou 22 profissionais de saúde para o Congo.

O diretor regional da OMS para a África, Mohamed Yakub Janabi, alertou que subestimar o risco representado pelo surto de ebola é um “erro”. Ele destacou que a questão de saúde na África tem provocado uma mobilização menor do que o surto de hantavírus em um navio de cruzeiro neste mês.

“Seria um grande erro subestimá-lo, especialmente com um vírus com essa cepa, Bundibugyo, (para a qual) não temos a vacina”, destacou. “Basta um caso de contato para colocar todos nós em risco, portanto, meu desejo e minha oração é para que consigamos dar a atenção que ele merece.”

O que é o ebola

A doença é provocada por um vírus transmitido aos humanos por animais selvagens (como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos), mas trasmissível entre humanos. A transmissão ocorre por meio do contato direto com o sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas, e com superfícies e materiais (por exemplo, roupas de cama, roupas) contaminados com esses fluidos.

A taxa média de letalidade é de cerca de 50%, podendo chegar a 90%. Não há registro de casos de ebola no Brasil.

A infecção pelo vírus Ebola ocasiona os seguintes sintomas:

Febre;
Cefaleia;
Fraqueza;
Diarreia;
Vômitos;
Dor abdominal;
Inapetência;
Odinofagia;
Manifestações hemorrágicas.

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