Comissão de delegados vai investigar morte de policiais civis em Delmiro Gouveia

Policiais civis morreram após tiros disparados por colega de corporação - Divulgação

 

Uma comissão de delegados vai investigar a morte dos policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos. Ambos eram lotados na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. O caso está sendo tratado pela Polícia Civil de Alagoas como homicídio. As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (20). A comissão de investigação é formada pelos delegados Sidney Tenório, Antônio Carlos Lessa e Flávio Dutra.

A Polícia Científica realiza os primeiros levantamentos periciais na viatura descaracterizada onde dois policiais civis foram assassinados. A perícia no veículo vai ajudar a entender a dinâmica do crime.

Foi para casa após o crime

"Ainda não se sabe a sequência dos disparos, mas foram encontradas duas cápsulas deflagradas e uma intacta. Após os disparos, ele [suspeito] foi para a casa da companheira a pé, onde foi localizado e preso", disse o delegado-geral adjunto Eduardo Mero.

Histórico

Durante os 30 anos de polícia, o suspeito teve quatro procedimentos disciplinares, sendo um de 2003, pelo crime de agressão, o que foi arquivado por falta de provas. Não há histórico de violência, nem de problema mental.

"Ele não tem nenhuma conduta inadequada e sem histórico de violência. Todos os procedimentos devidos. Nós fizemos uma vasta procura e não há nenhuma situação confirmada. Há processos arquivados, mas nada relacionado à violência", disse o delegado Sidney Tenório.

A Polícia Civil disse que não havia nenhum histórico de conflito entre os policiais. "Inclusive eles sempre faziam diligências juntos e não há nenhum relato de briga ou desentendimento", disse o delegado Sidney.

Preventiva

O policial civil suspeitos de matar os dois colegas após uma ocorrência durante a madrugada desta quarta-feira (20), em Delmiro Gouveia,  teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia. As informações apontam que os policiais retornavam de uma ocorrência para a delegacia regional, quando foram baleados por Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos,  dentro do veículo em que estavam.

Também foi determinado que o autuado permanecesse detido em uma cela separada dos demais detentos, por ser agente de segurança pública. Além disso, o juiz também determinou que cumpram-se as seguintes diligências, considerando os elementos que constam no auto do flagrante:

Realização de exame toxicológico nas vítimas Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira, bem como no autuado Gildate Goes Moraes Sobrinho;

Realização de perícia no aparelho celular do autuado, a fim de subsidiar a investigação;

Realização de diligências investigativas, incluindo: levantamento e análise de imagens de câmeras de vigilância da região da Praça Vicente de Menezes e do trajeto percorrido pelo veículo Fiat Argo;

Oitiva de testemunhas que possam ter presenciado os fatos ou que tenham convivido com as partes na noite anterior;
Diligências junto à cidade de Piranhas, tendo em vista as informações de que as vítimas e o autuado estiveram ingerindo bebida alcoólica naquela localidade antes dos fatos, devendo a Autoridade Policial diligenciar, ainda, junto ao estabelecimento comercial onde as bebidas foram consumidas, para obtenção da comanda ou registro de consumo referente ao grupo, a fim de documentar a quantidade e a espécie de bebida alcoólica ingerida.

 

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