


O delegado da Polícia Civil de Sergipe, Luciano Cardoso, tio do policial civil Yago Gomes Pereira, afirmou nesta quarta-feira (20) que o sobrinho foi “executado” durante o crime que terminou com a morte de dois agentes da Polícia Civil em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. A declaração foi dada em frente ao Instituto Médico Legal (IML), em Arapiraca, após o reconhecimento do corpo.
Segundo Luciano, Yago foi atingido por um disparo fatal na região da têmpora, o que, na avaliação dele, indica execução. O delegado questionou a versão inicial de que o suspeito, identificado como o policial civil Gildate Góes, teria cometido o crime em surto e sob efeito de álcool.
Durante entrevista à TV Pajuçara/RECORD, o delegado afirmou que o tiro foi disparado à curta distância e cobrou investigação rigorosa por parte das autoridades alagoanas.
De acordo com os primeiros levantamentos da investigação, os policiais retornavam de uma ocorrência durante a madrugada, em uma viatura da Polícia Civil, quando o suspeito, que ocupava o banco traseiro do veículo, teria efetuado disparos contra os colegas. As vítimas foram identificadas como Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira.
Luciano Cardoso também afirmou que Yago era um policial equilibrado e respeitado pelos colegas. Além disso, questionou a permanência do suspeito na ativa, citando relatos de outros episódios violentos atribuídos ao policial investigado.
Apesar das declarações do delegado sergipano, a perícia e a investigação oficial ainda estão em fase inicial. A Polícia Civil de Alagoas informou que realizará coletiva de imprensa para apresentar detalhes da apuração sobre o caso.
O suspeito foi preso e o caso segue sob investigação das autoridades alagoanas.