Fifa monitora surto de Ebola na RD Congo antes da Copa do Mundo

Jogadores e comissão técnica da RD Congo comemoram classificação para a Copa do Mundo após vencer a Jamaica. (Foto: Ulises Ruiz/AFP)

 

A menos de um mês do pontapé inicial da Copa do Mundo, os Estados Unidos anunciaram uma exceção crucial em suas restrições de fronteira. A seleção da República Democrática do Congo teve sua entrada autorizada em solo americano para disputar o torneio, contornando o rígido bloqueio migratório imposto devido a um surto de Ebola no leste do continente africano.

Sob a chancela da Fifa e de autoridades globais de saúde, o plano visa blindar a competição sem excluir o país, que retorna à Copa após 52 anos de ausência.

A flexibilização, contudo, é restrita aos atletas e à comissão técnica. Os torcedores congoleses continuam proibidos de viajar para os países-sede. Como a delegação realiza sua preparação em solo europeu, há a expectativa de que o elenco esteja isento da quarentena obrigatória de 21 dias. Caso algum membro tenha passado pela RDC recentemente, será submetido aos mesmos critérios rigorosos de isolamento e testagem aplicados aos cidadãos norte-americanos no desembarque.

A gravidade do surto africano

O sinal de alerta foi acionado em decorrência da gravidade da crisena África. Até o momento, o vírus já causou 134 mortes e contabiliza mais de 500 casos suspeitos. A grande preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS) gira em torno da cepa responsável pelo surto: a Bundibugyo, para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos consolidados. Cientistas correm contra o tempo, e a expectativa é de que uma solução médica seja desenvolvida nos próximos dois meses.

Força-tarefa internacional e monitoramento

Diante do cenário, a entidade máxima do futebol assumiu o protagonismo das articulações e montou um comitê de crise internacional. Em posicionamento oficial, a instituição garantiu estar ciente da situação e em contato direto com a federação congolesa para assegurar o cumprimento de todas as diretrizes médicas.

O retorno histórico aos gramados

Apesar do drama extracampo, a participação dos Leopardos (alcunha da seleção congolesa) está confirmada. A equipe integra o Grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão.

 

 

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