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Um homem de 50 anos desenterrou os restos mortais da própria irmã e os levou até uma agência bancária em Odisha, na Índia, após semanas de tentativas frustradas de sacar o equivalente a R$ 1.100 da conta dela. O caso ocorreu nesse mês e expôs dificuldades burocráticas e falta de acesso à informação em comunidades rurais.
Jeetu Munda, morador de uma aldeia tribal no distrito de Keonjhar, tentava retirar o dinheiro da conta da irmã, falecida em janeiro deste ano. Segundo relatos, ele compareceu diversas vezes à agência bancária, mas não conseguiu realizar o saque por não apresentar documentos exigidos, como certidão de óbito ou comprovação de herdeiro legal.
Analfabeto e sem conhecimento dos trâmites legais, Munda afirmou que não compreendia as orientações repassadas pelos funcionários. Diante das recusas, ele decidiu desenterrar o corpo da irmã, embrulhar os ossos em um pano e caminhar até o banco, onde apresentou os restos mortais como forma de comprovar a morte.
A cena chamou a atenção de moradores e levou à intervenção da polícia local. O homem relatou que tomou a atitude por frustração diante da exigência de comprovação formal da morte da titular da conta.
Autoridades informaram que o caso será acompanhado para viabilizar a retirada do dinheiro pelos meios legais. O episódio gerou repercussão e debate sobre a burocracia bancária e a exclusão de populações vulneráveis do sistema financeiro, especialmente em áreas rurais e comunidades tradicionais.