
Reprodução redes sociais
As declarações do papa Leão XIV, feitas a jornalistas durante voo de Roma para a Argélia, nesta segunda-feira (13/4), estão tendo grande repercussão internacional. Isso porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao pontífice, neste fim de semana, em seu principal meio de comunicação, a Truth Social.
E foi justamente a rede social – mais especificamente, o seu nome -, alvo de um dos comentários do líder da Igreja Católica. “É irônico, o próprio nome da plataforma. Não preciso dizer mais nada,” disse ao ser perguntado sobre o que achava das afirmações de Trump.
Truth, em tradução para o português, significa verdade.
A Truth Social é uma plataforma de mídia social criada pelo próprio Donald Trump em 2022, após ele ter sido expulso/suspenso de várias outras redes sociais, como o X, Facebook e Instagram. Na ocasião, as plataformas alegaram risco de incitação à violência.
Na conversa com os jornalistas, o papa continuou: “Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer”.
“Não quero entrar em debate com ele. Não acho que a mensagem do evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, afirmou Leão XIV.
Nesse domingo (12/4), Trump atacou diretamente o papa ao afirmar que ele é fraco, que acha normal o Irã ter armas nucleares, que prefere seu irmão mais velho “MAGA” e que ele só se tornou papa “porque era americano e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o Presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leo não estaria no Vaticano”.
“O Papa Leão XIII é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa. Ele fala sobre o “medo” do governo Trump, mas não menciona o medo que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs sentiram durante a COVID, quando prenderam padres, pastores e todos os outros por realizarem cultos, mesmo ao ar livre, mantendo o distanciamento social de três a seis metros. Gosto muito mais do irmão dele, Luís XIV, porque Luís XIV é totalmente apoiador do Trump. Ele entende a situação, e Leão XIII não!
Não quero um Papa que ache normal o Irã ter armas nucleares. Não quero um Papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que enviava quantidades enormes de drogas para os Estados Unidos e, pior ainda, esvaziava suas prisões, incluindo assassinos, traficantes e homicidas, para o nosso país. E eu não quero um Papa que critique o Presidente dos Estados Unidos, porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito, COM UMA VITÓRIA ESMAGADORA: estabelecendo recordes de baixa criminalidade e criando o melhor mercado de ações da história.
Leo deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista de candidatos a Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o Presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leo não estaria no Vaticano.
Infelizmente, a postura fraca de Leo em relação ao crime e às armas nucleares não me agrada, assim como o fato de ele se encontrar com simpatizantes de Obama como David Axelrod, um PERDEDOR da esquerda, que é um dos que queriam que fiéis e clérigos fossem presos. Leo deveria se comportar como Papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um Grande Papa, não um político. Isso está prejudicando-o muito e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica!”
Trump de Jesus
Após as críticas, Trump ainda publicou uma ilustração feita por Inteligência Artificial, em que aparece como sendo Jesus Cristo, em um ato de cura de um enfermo e com soldados “voando” ao fundo, ao lado de águias.
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Antes, ainda no domingo, Trump disse, na base aérea conjunta Andrews, em Maryland, que não era um fã do papa: “Não sou um grande fã do Papa Leão. Ele é uma pessoa muito liberal e não acredita em acabar com o crime.”
O papa iniciou uma viagem por quatro países africanos, começando pela Argélia, onde passará dois dias. Na capital Argel, ele foi recebido com honrarias pelo presidente Abdelmadjid Tebboune. Ele ainda visitará Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
