
Foto: Ilustração
Uma jovem de 18 anos denunciou ter sido vítima de estupro coletivo, cárcere privado e ameaças em um caso que está sendo investigado pela Polícia Civil de Alagoas (PC/AL). Segundo o relato, oito homens teriam participado dos abusos, incluindo dois adolescentes, sendo um deles ex-namorado da vítima. O crime teria ocorrido há cerca de 18 dias.
De acordo relatos da vítima, a jovem estava na escola quando foi abordada pela ex-cunhada, que a convidou para ir até sua casa. Ao chegar ao local, ela afirma que foi impedida de sair e mantida em cárcere privado por mais de dez dias, período em que sofreu sucessivas violências sexuais.
A vítima relatou ainda que, em um dos episódios, foi abusada pelos oito suspeitos ao mesmo tempo. Segundo o depoimento, os agressores teriam gravado e divulgado vídeos dos crimes na internet.
Ainda conforme o relato, a ex-cunhada criou um perfil falso nas redes sociais se passando pela jovem e entrou em contato com a irmã da vítima, solicitando documentos e marcando um encontro em um posto de combustíveis. No local, a irmã encontrou a jovem e a suspeita. Após uma discussão e a ameaça de acionar a polícia, a mulher fugiu.
A vítima foi levada para Maceió, onde recebeu atendimento no Hospital da Mulher. Após o resgate, ela e a irmã passaram a receber ameaças atribuídas ao ex-companheiro da jovem e à ex-cunhada. Segundo o relato, eles chegaram a ameaçar o filho da irmã da vítima, caso o crime fosse denunciado.
O caso veio à tona no dia 29 de março, quando o Hospital Ib Gatto Falcão acionou a Patrulha Maria da Penha ao identificar sinais de violência sexual. Equipes foram até a unidade de saúde e confirmaram a situação, conduzindo a vítima para exames e registro da ocorrência.
De acordo com o comandante da Guarda Municipal de Rio Largo, Pedro Campos, após o atendimento, a vítima voltou para a cidade e passou a sofrer novas ameaças. “Acionamos a Polícia Militar e fomos até a residência onde ela relatou ter sido mantida em cárcere. Um casal foi preso em flagrante no local. O que mais chamou atenção foi o relato de que ela passou mais de 10 dias sendo mantida e violentada”, afirmou.
Ainda segundo ele, dois dos envolvidos foram identificados e levados à Central de Flagrantes. Ambos são menores de idade. Materiais e informações coletadas foram encaminhados à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações.
A polícia informou que o caso segue sob sigilo, com o objetivo de identificar e localizar os demais suspeitos envolvidos.
