Caso Master: STF tem maioria para manter prisão de Daniel Vorcaro

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 / Publicado em 13/03/2026

Foto: Gustavo Moreno/STF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta sexta-feira (13), para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na terceira fase da Operação Compliance Zero.

Até o momento, os ministros André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção da medida, formando placar de 3 votos a 0. Ainda falta o posicionamento do ministro Gilmar Mendes. Mesmo que haja voto contrário, a maioria já está consolidada.

No voto apresentado, Mendonça afirmou que o banqueiro integra uma “perigosa organização criminosa armada”. O ministro também determinou a manutenção da prisão de outros investigados, entre eles Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e Marilson Roseno da Silva. Já Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu após, segundo a Polícia Federal, atentar contra a própria vida logo após ser preso.

Julgamento no plenário virtual

A análise ocorre no plenário virtual do STF e segue aberta até o dia 20 de março, prazo para que os ministros registrem seus votos. Esta é a primeira vez que o caso envolvendo o Banco Master é analisado de forma colegiada pelo tribunal.

Durante o voto, Mendonça também rejeitou argumentos da defesa do empresário. O ministro afirmou que as mensagens usadas como base para a nova fase da operação foram extraídas do primeiro celular apreendido com Vorcaro, ainda em novembro, e ressaltou que outros oito aparelhos ainda aguardam análise.

Investigações

De acordo com as investigações, o grupo ligado ao banqueiro atuaria no monitoramento de pessoas e na obtenção de informações sigilosas em sistemas de órgãos públicos, em benefício de um grupo denominado “A Turma”.

A decisão que decretou a prisão também levou em conta o risco de interferência nas apurações e indícios de que integrantes da organização continuavam atuando para ocultar recursos e manter articulações com agentes públicos.

O ministro Dias Toffoli, que integra a Segunda Turma, declarou-se suspeito para julgar o caso e não participa da votação.

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