
Nova rodada de negociações entre EUA e Irã acontece em Genebra | Reprodução
Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reúnem nesta quinta-feira (26), em Genebra, na Suíça, para debater o programa nuclear iraniano. Este é o terceiro encontro diplomático entre os países, que tentam chegar a um acordo sobre o enriquecimento de urânio em Teerã.
A última reunião entre os países ocorreu em 17 de fevereiro, também em Genebra, onde as delegações confirmaram um “certo avanço” nas negociações. Para o encontro de hoje, o governo iraniano disse ter “boas perspectivas” para um acordo, desde que a diplomacia seja priorizada.
“Temos uma oportunidade histórica de alcançar um acordo sem precedentes que aborde preocupações mútuas e alcance interesses mútuos. Um acordo está ao alcance, mas somente se a diplomacia tiver prioridade”, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que participa das negociações.
Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa dos Estados Unidos há décadas.
Agora, em seu segundo mandado, Trump tenta pressionar o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.
As negociações ocorrem em meio às ameaças de Trump, que disse cogitar uma operação militar no Irã caso os países não cheguem a um novo acordo nuclear.
Segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, a dimensão da atual frota norte-americana é a mesma da Operação Raposa do Deserto, uma campanha de bombardeios de quatro dias contra o Iraque, em 1998, ordenada após o regime de Saddam Hussein se recusar a cooperar com os inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU).
