Hospital de Emergência do Agreste registra 22 casos de picada de escorpião durante o carnaval; veja como evitar proliferação

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 21/02/2026

Imagem criada com inteligência artificial

O Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, Agreste de Alagoas, atendeu 22 vítimas de picadas de escorpião somente durante o carnaval.

De janeiro deste ano até agora, a unidade hospitalar registrou 215 casos do tipo. Apesar dos números, não há registro de morte por picada de escorpião. Ao longo de 2025, os escorpiões foram responsáveis por 1.723 atendimentos dos 77.713.

A proliferação de escorpiões está relacionada ao acúmulo de lixo, entulhos, telhas, madeiras, materiais de construção que servem de esconderijo para os bichos.

Ana Lúcia Alves, coordenadora do Serviço de Epidemiologia Hospitalar (SEH) do HEA, fez um alerta para a população. “É preciso que as pessoas participem da prevenção com a limpeza das áreas externas, evitando o acúmulo desses materiais, bem como vedar ralos, frestas e eliminar baratas que são o principal alimento dos escorpiões”, afirmou.

A coordenadora explicou que no caso de a pessoa ser vítima de uma picada do animal peçonhento é preciso lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente um serviço de saúde de referência.

No hospital, ainda conforme Ana Lúcia Alves, o atendimento inicial busca conhecer os sintomas que se classificam em leve, moderado e grave. Apenas os casos considerados moderados e graves têm a indicação de fazer o soro antiescorpiônico.

Sintomas e morte

Casos leves: os principais sintomas nesse caso são dor imediata e intensa, que podem estar acompanhadas de ardência, vermelhidão e inchaço e correspondem em média a 80% dos casos atendidos.

Casos moderados: os sintomas moderados evoluem com vômitos, náuseas, tremores, aumento de suor pelo corpo, agitação, taquicardia e alteração da pressão arterial.

Sintomas graves: quando o paciente entra na classificação grave, aparecem dificuldades de respiração, espasmos musculares e convulsão. Nesses casos, passa a ser evidente o risco de morte, principalmente em crianças e idosos.

Os meses mais quentes do ano são os mais favoráveis ao aparecimento de escorpiões, o que aumenta a necessidade de controle da população e do poder público.

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