
Reprodução/Redes sociais
O secretário de Governo de Itumbiara, município no sul goiano, Thales Machado, de 40 anos, atirou contra os dois filhos e se matou na sequência.
O crime ocorreu na madrugada desta quinta-feira (12/2) no condomínio onde a família morava. A tragédia familiar terminou na morte de Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8.
Além de ocupar a pasta municipal, Thales era uma figura conhecida na política regional por também ser genro do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo (UB).
Garotos não resistiram
O menino, de 8 anos, chegou a passar por cirurgia e ser internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Estadual da cidade, mas morreu na manhã desta quinta.
Miguel foi encaminhado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho, e morreu minutos depois de dar entrada na unidade.
Até o momento, não há informações sobre a dinâmica do caso, que está sob investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO).
Em nota, a corporação informou que o caso é tratado como homicídios consumados seguidos de autoextermínio por parte do autor. Até o presente estágio, não há elementos que indiquem a participação de terceiros.
Declaração de amor nas redes
Na noite da última quarta-feira (11/2), horas antes do episódio trágico, Thales fez publicação em rede social com declarações de amor aos filhos. “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”, escreveu o secretário.
Também por meio das redes sociais, a Escola Gabarito, onde Miguel estudava, publicou nota de pesar lamentando a morte do aluno. “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com seus amigos e familiares, desejando força e conforto a todos”, diz o comunicado.
Quem era o secretário
Thales Machado era torcedor do Flamengo. Era comum vê-lo em fotos com os filhos vestindo a camisa do time, inclusive em registros de jogos no Maracanã.
Na noite de quarta-feira (11/2), horas antes do ocorrido, o secretário de Itumbiara publicou um vídeo ao lado dos meninos, com a legenda: “Que Deus abençoe sempre meus filhos, papai ama muito”.
Antes do crime, Thales teria publicado uma carta aberta nas redes sociais, posteriormente removida, revelando uma crise no casamento e a descoberta de uma suposta traição.
No texto, ele se descreveu como “emocionalmente abalado” e pediu perdão a familiares e amigos. Embora tenha mencionado o sogro com respeito, o secretário afirmou ter agido ao atingir o que chamou de “limite do improvável”.
