
Gerson é a contratação mais cara da história do futebol brasileiro – Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro / Jogada10
O volante Gerson foi apresentado no Cruzeiro nesta terça-feira. O jogador, que saiu do Brasil há menos de um ano, agradeceu ao ex-clube e citou projeto da Raposa para a carreira visando a Copa do Mundo. Gerson ainda defendeu o pai das críticas que recebeu durante as negociações.
"Não sou um cara que gosto muito de reclamar. Grato a Deus pelas oportunidades que ele me dá. O Cruzeiro é um projeto irrecusável. Quando tem esforço muito grande, isso a gente tem que levar em consideração."- destacou.
O Cruzeiro abriu os cofres e investiu pesado para repatriar Gerson, ex-Flamengo. Para tirá-lo do Zenit, a Raposa pagará 27 milhões de euros (cerca de R$ 169 milhões). O acordo com os russos ainda prevê um pagamento de mais três milhões de euros em bônus (R$ 18 milhões), caso cumpra metas estabelecidas em contrato. A compra de Gerson é a maior da história do país em valores corrigidos pela inflação.
O jogador iniciou os treinos com a equipe nesta segunda-feira. O novo camisa 97 da Raposa tem previsão para estrear diante do Atlético-MG, na primeira fase do Campeonato Mineiro, dia 25 de janeiro. Mesmo com meses fora do Brasil e mais de um mês de férias, Gerson diz sobre estreia e vontade de voltar a jogar.
Copa do Mundo
Um dos pontos que ajudou o Cruzeiro a contratar Gerson é o projeto para estar na Copa do Mundo. No Zenit, Gerson ficou distante dos olhos de Carlo Ancelotti e quis voltar ao Brasil para disputar o espaço estando perto do Mundial.
— Quando cheguei nas férias, o pensamento era voltar para a Rússia. Me falou sobre a possibilidade do Cruzeiro, e eu falei com ele: ‘Vai para cima, se conseguir fechar vou ficar muito feliz’. E aqui estou, muito feliz. O importante é estar em campo ajudando, eu sonho em estar na Copa do Mundo, e o projeto do Cruzeiro me deixa mais próximo disso. Tenho que fazer meu trabalho em campo.
Gerson foi convocado pela última vez na Data-Fifa de junho do ano passado, que marcou a estreia de Ancelotti à frente da seleção. O volante jogou contra Equador e Peru.
Defendeu o pai
Gerson desabafou sobre as críticas que o pai recebe. Marcos Antônio da Silva, desde o início da trajetória de Gerson na base do Fluminense, acompanha de perto a carreira do filho. E a participação é direta, com posições decisivas em negociações para renovações de contratos e vendas do jogador. E em uma dessas tratativas surgiu a alcunha que Marcão, atualmente, usa até em camisas: atleta Marcão.
— Criticam muito ele, falam muita coisa, mas quando você está num sofá dentro de casa, é muito fácil pegar o telefone e falar. É muito fácil eu pegar o telefone por trás de uma rede social e falar do Pedrinho aqui. Mas ninguém sabe o que a gente passou. Ele estava comigo quando a gente não tinha nada o que comer em casa. Não vai ser agora que eu vou abandonar ele.
