
Ofício de Felipe Curi sobre blindados
Documentos obtidos pela imprensa revelam que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), solicitou apoio federal para operações contra o crime organizado, incluindo veículos blindados das Forças Armadas. Os pedidos foram negados três vezes pelo governo Lula (PT), que exigiu decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) – instrumento rejeitado pelo presidente.
A polêmica irrompeu após a maior operação policial letal da história do estado, na terça (28), com 121 mortes nos complexos da Penha e Alemão, contra o Comando Vermelho (CV). O ofício principal, de 28 de janeiro, pedia cooperação da Marinha para patrulhas em áreas de risco, motivado pela morte de uma capitã em tiroteio no Hospital Naval.
O Ministério da Defesa confirmou o recebimento, mas limitou ações a proteção de instalações militares, sem GLO para uso amplo em operações estaduais. Castro criticou o Planalto em coletiva: "Entendemos que há uma política de não ceder. O presidente é contra a GLO."
O governo federal rebateu, chamando as acusações de "eleitoreiras" para 2026. O Ministério da Justiça destacou apoio via Força Nacional (11 renovações desde 2023) e transferências de presos, mas negou pedido específico para a operação de terça.
Em resposta, o Planalto convocou reunião com Alckmin e autorizou viagem de ministros ao Rio para diálogo com Castro, além de transferir 10 presos para presídios federais. Analistas veem reflexo de tensão entre oposição estadual e governo petista, com letalidade policial no RJ batendo recordes. O debate sobre GLO e segurança pública ganha fôlego rumo às eleições de 2026.

Material obtido pelo Metrópoles
