Pai mandou mensagens incentivando que mãe matasse filha de 2 meses em Roraima, diz MP

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 25/10/2025

Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses. — Foto: Reprodução

 

O Ministério Público (MP) de Roraima denunciou Halisson Conceição dos Santos, de 36 anos, por instigar a companheira, Renata Pereira dos Santos, de 26, a matar a filha, a pequena Melinda Sofia, de 2 meses e não agir para impedir o crime, ocorrido em Boa Vista, no estado de Roraima. Segundo a denúncia, ele enviou mensagens incentivando o assassinato e não fez nada mesmo após saber que a bebê estava em risco.

De acordo com a denuncia do promotor Paulo André Trindade, Renata e Halisson discutiram na madrugada do dia 13 de outubro, dia em que Melinda morreu. Depois que ela voltou para casa com a filha e enviou ao companheiro um vídeo mostrando a bebê chorando.

Em resposta, o homem teria mandado a mensagem “mata ela”, e, em seguida, “morram vocês duas”.

O MP afirma que, apesar de saber das intenções da companheira, Halisson não tomou nenhuma atitude para impedir o crime, como procurar a polícia ou retornar à casa para socorrer a criança.

O g1 tenta contato com a defesa de Renata e Halisson.

O promotor descreve a conduta de Halisson como “desumana e cruel”, destacando que o casal usou a filha “para se atingir mutuamente” após uma sequência de discussões e consumo de bebidas alcoólicas.

“O acusado se omitiu no dever legal de como genitor evitar o resultado morte, atuando de forma contrária e instigando sua companheira a matar a criança”, diz o promotor Paulo André na denuncia.

A Promotoria aponta que, após as mensagens, Renata asfixiou a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos com um colchão, lençol, travesseiro ou as próprias mãos. O laudo cadavérico apontou que a bebê morreu por asfixia causada por sufocamento direto e apresentava hematomas no rosto, tórax e pernas.

O promotor Paulo André, pediu que Halisson e Renata sejam julgados pelo Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Choro seguido de silêncio

Vizinhos relataram ter ouvido o choro intenso e prolongado da bebê entre 4h e 5h da manhã, seguido de silêncio súbito, momento que o MP identifica como o instante da morte.

Pouco antes da morte de Melinda, Renata foi vista bebendo com a menina no colo e brigando com uma mulher que filmava a suspeita.

O promotor destacou que o contexto familiar era marcado por “descontrole, embriaguez, negligência, desumanidade e crueldade”, e que o casal teria usado a filha recém-nascida como forma de atingir um ao outro.

Caso a Justiça aceite a denúncia, Renata e Halisson serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe, meio cruel, vítima menor de 14 anos e impossibilidade de defesa da vítima.

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