Após recuo do Exército de Israel, Hamas usa execuções públicas e entra em choque com facções para restabelecer domínio em Gaza

Homens das brigadas Izzedine al-Qassam em Deir al-Balah — Foto: Bashar Taleb/AFP

 

À medida que a lenta devolução dos restos mortais de reféns israelenses cria um impasse para a continuidade do avanço das negociações de paz entre Israel e Hamas, o grupo palestino aproveita o cessar-fogo garantido pela primeira fase do acordo para reimpor controle territorial sobre a Faixa de Gaza, há dois anos mergulhada no caos da guerra.

Forças do Hamas entraram em confronto com grupos armados rivais em diferentes partes do enclave palestino desde a assinatura do acordo, e execuções públicas foram gravadas em vídeo e espalhadas nas redes sociais — em uma disputa de poder que divide a população quanto à volta da presença de uma forma de autoridade ao cotidiano.

O Hamas anunciou uma operação para reocupar as zonas de onde o Exército israelense se retirou logo após a assinatura da primeira fase do acordo de paz na semana passada. Sob argumento de garantir a ordem e restaurar a lei, o grupo palestino, no poder do enclave desde 2007, anunciou uma mobilização de 7 mil homens.

Combatentes das Brigadas Izzedine al-Qassam, seu braço armado, foram vistos controlando a multidão durante a entrega dos reféns na segunda-feira, enquanto a polícia do território retomou patrulhas nas ruas das cidades, com agentes usando máscaras pretas e portando armas de assalto.

 

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