[Vídeo] Com cessar-fogo, palestinos iniciam volta para casa em uma Gaza destruída

Moiz Salhi/Anadolu via Getty Images

 

Milhares de palestinos começaram a retornar para suas casas, na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira (10/10), após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas ter entrado em vigor. O recuo das tropas israelenses facilitou a volta das pessoas que passaram dois anos em um cerco de bombardeios, fome e destruição.

Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel informaram, oficialmente, que o “acordo de cessar-fogo entrou em vigor” e que mobilizou as tropas para se reposicionarem e se prepararem para o retorno dos reféns israelenses.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma enorme fila de palestinos que tiveram que se isolar da guerra, retornando oficialmente para uma Faixa de Gaza onde prédios e casas estão destruídos.

Alguns caminham ao longo da estrada Al-Rachid, eixo costeiro que margeia o Mediterrâneo. Veículos também foram registrados, andando lentamente no meio das pessoas.

Recuo de Israel

As forças israelenses se retiraram do posto de controle militar no Corredor Netzarim, ao sul da Cidade de Gaza. Com o recuo, Israel continuará ocupando cerca de 53% do território palestino, contra mais de 80% antes do cessar-fogo.

Uma operação logística israelense também foi realizada para o deslocamento ajustado das tropas da IDF na Faixa de Gaza.

“Durante a noite, o pessoal da Direção de Tecnologia e Logística do Comando do Sul realizou uma operação logística em larga escala, na qual tropas foram deslocadas para linhas e posições pré-designadas”, informou o exército.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou, em um comunicado televisionado, que, “ao longo dos dois anos desde o início da guerra”, prometeu às famílias dos reféns que os traria de volta e que a promessa está sendo cumprida.

Apesar do fim da guerra em Gaza, iniciada em 7 de outubro de 2023, muitos palestinos relutam em retornar às suas casas, que foram destruídas pelos bombardeios israelenses.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mediador do cessar-fogo, havia anunciado, entretanto, que um dos acordos do Plano de Paz envolveria a reconstrução de Gaza.

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