
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil de Alagoas deve encerrar a investigação sobre a morte de Larissa Viana dos Santos e José Jadilson Gomes da Silva, ambos de 19 anos, encontrados desacordados dentro de um carro no município de Igaci, no interior do estado. O laudo da Perícia Oficial, divulgado nesta terça-feira (7), confirmou que o casal morreu por intoxicação causada por monóxido de carbono.
De acordo com a perita criminal Lívia Rocha, responsável pela análise, o exame descartou a presença de outras substâncias que pudessem ter contribuído para o óbito.
“Os achados necroscópicos e toxicológicos nos permitiram fechar o laudo como asfixia por monóxido de carbono”, explicou.
A perita informou que foram analisadas amostras de sangue e urina das vítimas, e que não foi constatado uso de álcool ou drogas no momento da morte.
“Embora o laudo de local tenha identificado garrafas de bebidas, os testes mostraram que eles não estavam sob influência alcoólica. A hipótese se direcionou inteiramente para a intoxicação pelo monóxido”, completou Rocha.
Segundo o laudo, Larissa foi encontrada sem vida no banco do passageiro, enquanto José Jadilson chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois no hospital.
O monóxido de carbono é um gás inodoro, incolor e altamente tóxico, capaz de causar morte por asfixia em ambientes fechados. Ele impede que o oxigênio seja transportado pelo sangue, levando rapidamente à perda de consciência e parada respiratória.
A perícia também concluiu que não havia sinais externos de violência nos corpos, reforçando a tese de morte acidental. O gás teria vazado do sistema de refrigeração do veículo, causando a intoxicação enquanto o casal estava dentro do carro.
Com o laudo conclusivo e ausência de indícios criminais, o inquérito deve ser arquivado pela Polícia Civil.
Um caso semelhante foi registrado em janeiro de 2024, em Balneário Camboriú (SC), quando quatro jovens morreram dentro de uma BMW após o vazamento de monóxido de carbono. Na ocasião, os peritos descobriram que o sistema de escapamento do carro havia sido adulterado, permitindo a entrada do gás tóxico na cabine.
