
Advogado Luiz Fernando Pacheco atuou no escândalo do mensalão — Foto: Reprodução/Prerrogativas
A Polícia Civil de São Paulo investiga se o advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco, encontrado morto na madrugada de quarta-feira (1°), em Higienópolis, região central de São Paulo, foi vítima de intoxicação por metanol.
Pouco antes de morrer, ele escreveu em um grupo de amigos do Whatsapp que "tomou metanol".
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais militares foram acionados pelo Copom para uma ocorrência na Rua Itambé, 143, Higienópolis. Lá, constatou-se que um homem estava sendo atendido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
Uma pessoa que estava no local disse aos policiais militares que viu o homem passando mal, convulsionando e com dificuldade de respirar, e então acionou a PM e também o Samu. Ele estava sem documento e foi levado para a Santa Casa.
De acordo com pessoas próximas, ele foi a um bar de Higienópolis com três amigos comemorar a aprovação da isenção do Imposto de Renda. Os amigos teriam tomado cerveja, e ele whisky. Eles foram embora, e ao pegar um táxi, começou a passar mal. Os amigos estão bem.
Questionada, a Secretaria da Segurança Pública diz que investiga a morte e aguarda resultados dos laudos:
"O caso é investigado e os resultados dos laudos, assim que concluídos, serão analisados pela autoridade policial para contribuir com o esclarecimento da morte."
O caso foi registrado como morte súbita pelo 78º Distrito Policial. A Secretaria da Saúde informou que ainda não recebeu notificação sobre esse caso.
Quem era Pacheco
Pacheco, de 51 anos, era sócio-fundador do Grupo Prerrogativas, coletivo de advogados progressistas que atua em São Paulo e outras capitais. O grupo foi fundado em 2014 e se destacou por defender do ex-deputado federal José Genoino (PT) durante o escândalo do mensalão.
