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Após saída do presídio em Bangu, Oruam aparece em casa com tornozeleira eletrônica

Rádio Sampaio com Portal Léo Dias
Publicado 01/10/2025
Oruam compartilhou tornozeleira eletrônica (Reprodução: Instagram/@oruam)

 

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, ganhou liberdade provisória na última segunda-feira (29/9) e deixou a Penitenciária Serrano Neves, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio. No dia seguinte, já fora da prisão, publicou nas redes sociais uma foto da tornozeleira eletrônica e um vídeo improvisando rap. Ele voltou a aparecer com a máscara do Homem-Aranha, a mesma usada ao ser recepcionado por fãs na saída do presídio. Na legenda da publicação, escreveu: “Tornozeleira eletrônica”, acompanhado de um emoji triste e de cabeça baixa.

A soltura foi determinada em liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. Caberá ao juízo do Tribunal de Justiça do Rio definir e fiscalizar o cumprimento das restrições.

Entre as determinações estão: comparecimento mensal em juízo, manutenção de endereço fixo atualizado, proibição de deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização, recolhimento domiciliar noturno das 20h às 6h, banimento de áreas de risco como o Complexo do Alemão, proibição de contato com os outros acusados e com um adolescente citado no processo, e uso de tornozeleira com monitoramento pela Seap.

Oruam estava preso desde 22 de julho, quando se apresentou um dia após a decretação da preventiva. Ele responde por tentativa de homicídio qualificado. A polícia afirma que o artista teria arremessado pedras de uma altura de cerca de 4,5 metros e atingido um agente durante um confronto na porta de sua casa, no Joá.

Nas redes, o rapper comentou a passagem pela prisão em versos que mencionam críticas que recebeu na TV e um pedido de perdão a Deus. Filho de Márcio Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e apontado pelo Ministério Público como um dos líderes do Comando Vermelho, Oruam mantém tatuagens em homenagem ao pai e a Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.

Segundo decisão do relator no STJ, Joel Ilan Paciornik, os fundamentos da preventiva eram genéricos e não apresentavam elementos concretos que justificassem a segregação, citando, inclusive, a pequena quantidade de entorpecentes apreendida e a primariedade do réu. Com a liminar, Oruam responde em liberdade até o julgamento do recurso.

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