Polícia Civil descarta estupro coletivo em Quebrangulo e investiga denunciação caluniosa

Por: Rádio Sampaio com Gazetaweb
 / Publicado em 17/09/2025

Delegado Marcos Porto (à esquerda) e o delegado Igor Diego falaram sobre o caso em entrevista coletiva - Reprodução / TV Pajuçara

 

 

Reviravolta: a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu as investigações sobre o suposto estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Quebrangulo, no Agreste de Alagoas, e descartou a ocorrência do crime.

A vítima afirmava que esteve com amigas em um balneário, no último 31 de agosto e permaneceu no local mesmo depois das colegas terem ido embora. Do balneário, ela teria seguido para a casa de um conhecido, onde ingeriu bebida alcoólica. No local, teria perdido os sentidos e sido vítimas de estupro, praticado por quatro homens. Além dos abusos, ela também teria sido agredida.

O inquérito, conduzido pelos delegados Marcos Silveira e Igor Diego, apontou contradições nos depoimentos da vítima e confirmou, por meio de provas e testemunhas, que não houve violência sexual.

Segundo o delegado Igor , o trabalho foi intenso nos últimos 15 dias e envolveu a oitiva de todos os investigados, testemunhas e a própria adolescente em mais de uma oportunidade.

“Havia divergências entre os relatos iniciais e os finais, e, por isso, precisávamos ouvir novamente todos os envolvidos para esclarecer o que realmente aconteceu”, afirmou.

O delegado Igor Diego explicou que, ao confrontar depoimentos com imagens e outras provas, a polícia constatou que a jovem manteve relações sexuais consentidas e que não houve o emprego de violência ou grave ameaça, requisitos para caracterização do crime de estupro.

Também foi descartada a hipótese de estupro de vulnerável, já que não ficou comprovado que a adolescente estivesse em estado de embriaguez completa que a impedisse de consentir.

Apesar da exclusão da acusação de estupro, as investigações identificaram outras infrações. Um dos envolvidos filmou a adolescente durante relação sexual e compartilhou o vídeo em redes sociais, configurando crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Outros jovens também serão responsabilizados por repassar as imagens. Além disso, um deles responderá por vias de fato, após agredir a adolescente com um tapa durante uma discussão.

A Polícia Civil informou ainda que avalia se a jovem poderá responder por denunciação caluniosa, a depender da apuração sobre a intenção ao relatar inicialmente os fatos.

“Não podemos dar uma proteção deficiente à vítima, mas também não podemos produzir culpados. Nosso papel é apurar os fatos e apresentar a verdade à sociedade”, concluiu o delegado Igor Diego.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Contato

Rua José e Maria Passos, nº 25
Centro - Palmeira dos Índios - AL.
(82) 99641-3231
TELEFONE FIXO - ESTUDIO:
(82)-3421-4842
SETOR FINANCEIRO: (82) 3421-2289 / 99636-5351
(Flávia Angélica)
COMERCIAL: 
(82) 99344-9999
(Dalmo Gonzaga)
O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados. Segurança e privacidade
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram
Share via
Copy link
Powered by Social Snap