Protestos levam milhares às ruas na França contra modelo político

Tom Nicholson/Getty Images

 

A França viveu na quarta-feira (10/9) uma das maiores mobilizações populares do ano, com cerca de 175 mil pessoas participando de 550 manifestações e 262 bloqueios em todo o país, segundo dados divulgados pelo Ministério do Interior.

Em Paris, o centro comercial Châtelet-les-Halles — considerado o mais movimentado da Europa — foi fechado por medida de segurança após circularem nas redes sociais convocações para saques.

O movimento, batizado de “Bloquons tout” (“Vamos bloquear tudo”), surgiu de forma espontânea nas redes sociais e aplicativos de mensagens, reunindo reivindicações diversas contra a austeridade fiscal, as desigualdades sociais e o que muitos consideram como um desrespeito à democracia.

A jornada foi marcada por forte presença policial, episódios de tensão e confrontos em cidades como Paris, Rennes e Nantes. Até o fim da tarde, 473 pessoas haviam sido detidas, sendo 203 na capital, e 339 estavam sob custódia. Foram registrados 267 focos de incêndio em vias públicas e 13 agentes de segurança ficaram feridos.

A nomeação de Sébastien Lecornu como primeiro-ministro também foi alvo de críticas.

A jornada de protestos foi inicialmente apoiada por sindicatos como CGT e FO. Após os eventos desta quarta-feira, a intersindical convocou uma nova greve nacional para o dia 18 de setembro, ampliando o calendário de mobilizações contra as políticas de austeridade e o que muitos manifestantes classificam como desprezo político.

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