A médica Daniele Barreto, de 46 anos, acusada de envolvimento na morte do marido Lael Rodrigues, foi encontrada morta, na tarde de terça-feira (9), horas depois de retornar ao presídio feminino em Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju, em Sergipe. A informação foi confirmada pelo advogado dela, Fábio Trindade.
Daniele havia passado por audiência de custódia, quando foi definido que ela teria acompanhamento médico no presídio, após a defesa alegar que a médica possuía Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
"Daniele foi retirada de um tratamento, já constava nos autos, que era um tratamento por tempo indeterminado", disse o advogado sobre a retirada da médica da clínica psiquiátrica.
A Secretaria de Justiça de Sergipe informou que ela foi encontrada com sinais aparentes de suicídio. Uma equipe do Samu foi acionada o constatou o óbito. As circunstâncias da morte serão investigadas.
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Médica Daniele Barreto no retorno ao presídio feminino — Foto: Leonardo Barreto//TV Sergipe
Prisão
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Presídio feminino de Sergipe (Prefem) — Foto: Patrícia Cerqueira/TV Sergipe
Em maio deste ano, Daniele teve a prisão convertida em domiciliar e deixou a residência no 1º de setembro após passar mal e ser levada para um clínica psiquiátrica. A internação aconteceu um dia após a prisão domiciliar dela ser revogada.
Encomenda do crime
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Advogado José Lael de Souza Rodrigues Júnior e a médica Daniele Barreto — Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O advogado criminalista José Leal Rodrigues Júnior, de 42 anos, foi assassinado a tiros no dia 18 de outubro de 2024, na Zona Sul de Aracaju, quando dois homens desceram de uma motocicleta e dispararam contra o carro em que ele estava junto com o filho. Ambos foram baleados e socorridos, mas o advogado não resistiu.
Imagens de câmeras de segurança mostram que cerca de 1h30 antes da execução, a amiga e a secretária da médica são vistas conversando com os homens dentro do carro, e depois são deixadas no condomínio de uma delas.
De acordo com as investigações, o advogado e o filho dele saíram na noite do crime, no dia 18 de outubro, até uma lanchonete para comprar açaí, a pedido da mulher. Ela teria informado a localização deles aos executores.

