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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou controvérsia ao dividir o palanque com Alessandra Moja Cunha e sua filha Yasmin Moja Flores, acusadas de comandar o tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Favela do Moinho, na Cracolândia. As duas foram presas na manhã desta segunda-feira (8) durante a Operação Sharpe, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em conjunto com as polícias Militar e Civil.
Alessandra, irmã de Leonardo "Léo do Moinho" – preso em agosto de 2024 –, assumiu o controle do abastecimento de entorpecentes na região após a detenção do irmão, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Elas são apontadas por extorsões de até R$ 100 mil a moradores que aderiam ao programa habitacional da CDHU, além de usar a Associação da Comunidade do Moinho como fachada para lavagem de dinheiro e armazenamento de drogas. A operação cumpriu dez mandados de prisão e 21 de busca e apreensão, resultando em sete detidos, incluindo aliados como "Carlinhos" e Jorge de Santana.
O episódio remete a 26 de julho, quando Lula visitou a favela para anunciar um programa habitacional de R$ 220 milhões (R$ 160 milhões federais e R$ 60 milhões estaduais) para realocar famílias. Representando a associação, Alessandra e Yasmin subiram ao palco, saudadas por Flávia Silva: "Somos quatro mulheres de orgulho para o Moinho, porque nós lutamos até o fim". Lula as cumprimentou enquanto a plateia gritava "mulheres unidas jamais serão vencidas".
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou a favela como "quartel-general do crime", enquanto a Secom defendeu a agenda de Lula como essencial para inclusão social. Moradores relatam medo de represálias, e o MPSP destaca a operação como desdobramento de ações anteriores que reduziram o tráfico aberto na Cracolândia. As defesas das acusadas não se manifestaram até o momento.
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