
Carlos Lupi- TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
A Comissão Parlamentar Mista de inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve nesta segunda-feira (8/9) o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi, que chefiou a pasta de janeiro de 2023 a maio de 2025.
Lupi pediu demissão em 2 de maio, cerca de 15 dias após a operação da Polícia Federal que mapeou cobranças indevidas feitas por entidades na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.
O que pesou contra o ministro, contudo, não foi a investigação em si, na qual ele não foi citado até agora, mas sua inação diante de sucessivas reportagens do Metrópoles e alertas da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as fraudes, como mostrou a coluna do jornalista Fabio Serapião.
Na avaliação de pessoas ligadas ao governo, a demora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em demitir o ministro gerou um desgaste para a imagem da gestão, e mesmo assim não o fez, visto que foi Lupi quem pediu seu desligamento. O desgaste também se deu quando Lupi defendeu, publicamente, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.
O requerimento para a oitiva de Lupi foi feito pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). No documento, ele diz que “o ex-ministro detém informações imprescindíveis para ajudar no esclarecimento dos fatos, especialmente no que tange às medidas políticas e administrativas adotadas ou não pelo MP [Ministério Público]”.
