


O governo de Javier Milei, presidente da Argentina, sofreu um revés significativo nas eleições provinciais realizadas neste domingo (7/9). Na capital Buenos Aires, a oposição ligada ao partido peronista venceu em seis das oito regiões eleitorais, mostrando que Milei ainda enfrenta resistência mesmo nos principais centros urbanos do país.
A eleição provincial realizada neste 7 de setembro ocorreu na província de Buenos Aires, a mais populosa da Argentina, que concentra mais de 37% do eleitorado do país. Diferente da capital federal, que é autônoma, a província inclui tanto a cidade de Buenos Aires quanto o conurbano bonaerense, a extensa área metropolitana ao redor da capital, composta por municípios estratégicos e altamente populosos.
O peronismo venceu especialmente nas seções mais populosas e influentes, mostrando força nos centros urbanos e regiões da área metropolitana que circunda a Cidade de Buenos Aires. Já o partido de Milei só conseguiu avanços em áreas menores, como a quinta e a sexta seção, onde aliados locais ajudaram seu partido a obter resultados parciais positivos.
Essa foi a décima eleição regional em que a LLA participou desde a ascensão de Milei, e reflete o maior revés que o presidente sofreu desde que assumiu o cargo. A derrota ocorre em um momento delicado, marcado por sispeitas de corrupção envolvendo sua irmã Karine Milei e tensões internas dentro do partido, que enfrenta disputas entre dirigentes ligados à família do presidente e militantes da LLA.
Para o governo, o resultado enfraquece Milei para as eleições legislativas nacionais de 26 de outubro, seu primeiro grande teste eleitoral em nível nacional. Além disso, o episódio evidencia a dificuldade do presidente de consolidar apoio na província mais populosa do país, onde o peronismo mantém forte controle histórico, com 83 dos 135 municípios sob seu domínio.