Nesta semana, o partido mais beneficiado foi o PL (Partido Liberal), com mais de R$ 407 milhões liberados. O MDB aparece na sequência, com quase R$ 319 milhões liberados, e é seguido pelo União Brasil, com R$ 295 milhões.
Em apenas um dia, na última terça-feira (2), o Executivo reservou mais de R$ 2,3 bilhões. Esse é o dia com maior montante de emendas liberadas pela administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano.
Os valores foram empenhados — fase da execução orçamentária em que há a reserva do dinheiro — entre segunda-feira (1º) e quarta-feira (3). As informações são do portal Siga Brasil, plataforma orçamentária mantida pelo Senado Federal.
A liberação coincide com uma semana de revés para o governo federal no Congresso. Uma das situações, foi o anúncio da saída da federação formada por PP e União Brasil. Juntas, as siglas têm quatro indicações em vagas na Esplanada.
Em anúncio no Congresso Nacional na última terça, Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, destacou que todos os detentores de mandato vinculados à sigla "devem renunciar a qualquer função que ocupem no governo federal".
"Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta federação em seus estados, haverá um afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no estatuto", completou.
Com uma pauta mais amena nesta semana na Câmara, a base do governo viu avançar as negociações para uma anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As articulações do governador, de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o desembarque da Federação União-PP deram impulso à matéria parada na Casa.
Por mais uma semana, o governo Lula também tenta contornar o desgaste promovido pela oposição na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), que apura esquema de descontos indevidos ao benefício de aposentados e pensionistas.


