
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (à esquerda) e Alexandre de Moraes, ministro do STF (à direita) | Reprodução
Integrantes da equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmaram nesta sexta-feira (5/9) que estão acompanhando as denúncias feitas pelo ex-assessor Eduardo Tagliaferro contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Tagliaferro apresentou suas acusações durante audiência pública na Comissão de Segurança Pública do Senado Federal nesta semana. Em depoimento, ele afirmou ter enviado documentos que embasam suas declarações também a integrantes do Departamento de Estado norte-americano.
Questionado sobre o assunto, um representante ligado ao governo Trump declarou à imprensa: “Estamos cientes das alegações apresentadas por Eduardo Tagliaferro durante audiência pública no Senado brasileiro”.
Por meio de nota, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes rebateu as acusações e ressaltou que as medidas adotadas em inquéritos como o das Fake News (4781) e o das milícias digitais (4878) foram realizadas dentro das competências legais.
Segundo o comunicado, determinações, requisições e solicitações foram feitas a diversos órgãos, entre eles o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, no exercício do poder de polícia, produziu relatórios sobre atividades ilícitas como desinformação, discursos de ódio eleitoral, tentativa de golpe de Estado e ataques à democracia e às instituições.
A nota reforça que os relatórios citados “simplesmente descreviam as postagens ilícitas realizadas nas redes sociais, de maneira objetiva, em virtude de estarem diretamente ligadas às investigações de milícias digitais”.
O acompanhamento do caso por parte da equipe de Trump marca mais um episódio em que questões da política brasileira passam a ter observação direta de atores internacionais, ampliando a repercussão das disputas envolvendo o STF e as investigações em curso sobre ataques à democracia.
