Sobrevivente de ataque de "serial killer de Maceió" diz que ficou com sequelas e passou um mês em coma

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 04/09/2025

Alan Vitor dos Santos Soares depôs e disse que ficou com sequelas após sofrer atentado do 'serial killer de Maceió' — Foto: Anderson Macena/MP-AL

Uma vítima que sobreviveu ao ataque do serial killer de Maceió, Albino Santos de Lima, depôs como testemunha durante júri nesta quinta-feira (4). Alan Vitor dos Santos Soares, de 21 anos, foi baleado e ficou um mês em coma. O julgamento aconteceu no Fórum do Barro, na capital alagoana.

Apesar de assumir a autoria de 18 assassinatos anteriormente, durante o julgamento nesta quinta, Albino confessou apenas uma morte. Depois que foi preso, o serial killer passou por uma série de avaliações psiquiátricas e foi provado que ele tem plena capacidade mental e pode responder pelos crimes.

A tentativa de assassinato de Alan Vitor aconteceu no dia 12 de junho de 2024, no Vergel do Lago, enquanto o jovem retornava do trabalho para a casa da avó. Ele percebeu que estava sendo seguido e, nesse momento, foi atingido por quatro tiros, sendo um na nuca, dois no pulmão e um de raspão na orelha.

Durante o júri nesta quinta-feira, Alan narrou que passou dois meses internados, sendo 30 dias em coma. De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas MP-AL, o testemunho dele foi fundamental para o avanço das investigações, já que ele procurou a polícia para fazer a denúncia contra Albino após o caso estourar na mídia.

A irmã de Alan, Laura Nicole, se emocionou durante o júri. Ela disse que o irmão “sempre foi do bem” e que não tem envolvimento com drogas. Ela contou que no dia em que Alan foi baleado ela ouviu os quatro disparos e quando correu para ver quem era vítima, percebeu que era o irmão dela.

Após o ataque, ela informou que Alan passou a ter crises de epilepsia. Laura contou também que o irmão trabalhava como barbeiro e, devido ao atentado, ele passou a ter limitação nas mãos. A vítima era seguida por Albino nas redes sociais.

Wesley Michael Alves dos Santos, amigo de infância da vítima, também depôs. Ele disse que ouviu os disparos e quando foi para a rua viu Albino passando, vestido de preto. A promotoria mostrou fotos do serial killer para a testemunha, que o reconheceu. Wesley disse que nunca havia visto Albino antes do atentado.

Contradições

Durante o júri, Albino Santos de Lima negou ter assassinado o barbeiro Emerson Wagner e negou também que seguia a vítima no Instagram, afirmando que o perfil apontado pela polícia nas redes sociais não era dele.

Ao ser indagado sobre fotos de Alan em seu celular, Albino contou que deve ter baixado a imagem automaticamente em algum grupo. O promotor perguntou quantas pessoas o réu já matou, Albino respondeu que apenas uma, sem informar quem seria a vítima.

A advogada assistente de acusação, Júlia Nunes, perguntou porque Albino confessou os crimes na delegacia, dando detalhes sobre o crime, e agora estava negando as autorias.

O réu afirmou que na noite do depoimento não tinha tomado seus medicamentos e nem dormido por causa de mosquitos. Ele respondeu que estava cansado e que queria sair da delegacia o mais rápido possível.

Condenações

O serial killer de Maceió, Albino dos Santos Lima foi condenado a 24 anos e 6 meses de reclusão, pela morte da mulher trans Louise Gbyson Vieira de Melo. Além de Louise, Albino confessou ter matado outras 17 pessoas. O júri popular aconteceu no Fórum do Barro Duro e foi conduzido pelo juiz Yulli Roter.

À época, Albino disse que foi "possuído pelo fogo do arcanjo Miguel" e que o seu corpo foi um instrumento para a prática do feminicídio. Segundo ele "arcanjo foi o autor intelectual" do crime.

Em abril, Albino foi condenado pela morte do barbeiro Emerson Wagner da Silva, 37 anos, e pela tentativa de homicídio contra uma jovem. Nesses dois casos, ele foi condenado a 37 anos de prisão.

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