
"Não saí porque nunca entrei. Avisei ao líder Eduardo Braga antes de começar", disse Renan - (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) confirmou que não fará parte da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões. A decisão representa uma baixa significativa para a base governista, que contava com sua presença para reforçar a articulação política no colegiado.
“Não saí porque nunca entrei. Avisei ao líder Eduardo Braga antes de começar”, disse Renan em entrevista à CNN, rebatendo a versão de que teria desistido após já estar oficialmente escalado.
Com isso, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), terá de indicar outro nome para a vaga. O próprio Braga também deixou a CPMI, somando-se a uma série de sete trocas promovidas pelo governo desde a instalação da comissão, em agosto.
Renan, por sua vez, justificou sua ausência alegando que não cabe transformar a investigação em mais um palco de embate político. “Os escândalos no INSS atravessaram governos. Foram debatidos na atual gestão, que descobriu a fraude, demitiu dirigentes e pagou as vítimas. Pelos ares políticos, não devo participar da comissão como fiz na CPI da Covid”, escreveu o senador em sua conta na rede social X (antigo Twitter).
Agora, com a ausência de Renan e a fragilidade da base aliada dentro do colegiado, cresce a expectativa de que a oposição amplie o espaço político durante os trabalhos da comissão — que tem prazo de 180 dias, prorrogáveis até março de 2026, para apresentar conclusões.
