
Jair Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michelle Bolsonaro (PL) - Foto: Ueslei Marcelino/Reuters, Ailton Fernandes | CC, e Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
O Instituto Gerp divulgou neste sábado (30) uma pesquisa sobre as eleições presidenciais de 2026 que aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atrás de Jair Bolsonaro (PL), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em simulações de 2º turno.
Apesar de liderar os cenários, Bolsonaro não poderá disputar o pleito por estar inelegível, em razão de decisões da Justiça Eleitoral. O ex-presidente também é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da chamada trama golpista.
Segundo o levantamento, Lula perde para Bolsonaro (49% a 38%), Michelle Bolsonaro (48% a 37%), Tarcísio (46% a 37%), Eduardo Bolsonaro (43% a 39%), Ciro Gomes (38% a 34%) e o governador do Paraná, Ratinho Jr (40% a 36%).
Por outro lado, o petista venceria Romeu Zema (39% a 36%), Ronaldo Caiado (38% a 36%) e Pablo Marçal (38% a 35%).
No primeiro turno, Lula aparece à frente de Tarcísio, Eduardo e Michelle Bolsonaro, mas perde para Bolsonaro.
Em um dos cenários, Lula tem 32%, contra 5% de Ciro Gomes, 4% de Ratinho Jr e 3% de Romeu Zema.
Em outro, com Tarcísio, Lula tem 31%, contra 20% do governador paulista.
Contra Eduardo Bolsonaro, Lula soma 31%, ante 19% do deputado federal.
Quando o adversário é Michelle Bolsonaro, Lula marca 29% e a ex-primeira-dama aparece com 27%.
A pesquisa também simulou disputas com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato no lugar de Lula. Nesses cenários, Bolsonaro lidera com 34%, enquanto Alckmin aparece com 14%, empatado tecnicamente com Ciro Gomes (13%). Contra outros nomes, como Tarcísio e Michelle, Alckmin também aparece atrás.
Os dados mostram que Lula enfrenta forte resistência em parte do eleitorado, com desvantagem em cenários de 2º turno contra nomes da direita e do centro-direita. O levantamento também reforça o peso político de Bolsonaro, apesar de sua inelegibilidade, e evidencia a força de novas lideranças como Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ratinho Jr no cenário sucessório.
