
Foto: PC/AL
A Justiça de Alagoas converteu em preventivas as prisões de dois homens detidos durante a Operação Farmácia do Crime, deflagrada pela Polícia Civil na sexta-feira (29), na região metropolitana de Maceió. Os suspeitos foram flagrados em uma fábrica clandestina, onde eram produzidos e armazenados anabolizantes e canetas emagrecedoras falsificados ou roubados.
Na audiência de custódia, realizada neste sábado (30), o juiz responsável negou o pedido da defesa por medidas cautelares e decidiu pela manutenção da prisão preventiva dos investigados. Entre eles estão o chefe da organização criminosa e o responsável pelo imóvel usado como laboratório em Rio Largo.
Segundo a polícia, a quadrilha movimentou mais de R$ 1 milhão em apenas um ano e usava redes sociais para comercializar os produtos, que variavam de R$ 50 a R$ 1.399,99. Pelo menos quatro perfis online foram identificados como canais de venda.
As investigações apontam que os medicamentos eram vendidos exclusivamente no mercado paralelo, sem prescrição médica, representando alto risco à saúde dos consumidores.
Com os suspeitos foram apreendidos cadernos de anotações, maquinetas, etiquetas de envio, uma arma de fogo e diversas substâncias ilícitas. A polícia informou que as diligências continuam para identificar outros envolvidos no esquema.
