Promotor alerta: PCC já atua como organização mafiosa e Brasil corre risco de virar narcoestado

Por: Victor Fernando/Rádio Sampaio
 / Publicado em 30/08/2025

Foto: Felipe Dana (ap)

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, referência nacional no combate ao crime organizado e com mais de 20 anos de atuação no GAECO de Presidente Prudente (MP-SP), afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) já pode ser classificado como uma organização mafiosa.

Segundo ele, a facção deixou de depender da ostentação de violência e da exibição de armamentos pesados, passando a concentrar suas operações na movimentação financeira, em especial no tráfico internacional de cocaína para a Europa.

Infiltração na economia formal

Gakiya destacou a evolução da facção na forma de lavar dinheiro e se infiltrar em negócios legais.

“Antigamente, montava empresas de fachada, mais simples de detectar. Agora, as empresas são lícitas, têm funcionários, prestam serviços reais e possuem capital da facção. É muito difícil dimensionar em que negócios o PCC está. É mais fácil dizer em qual ramo da economia ele não está”, afirmou.

A fala do promotor ocorreu após uma megaoperação que desarticulou um esquema criminoso no setor de combustíveis, apontado como uma das áreas já dominadas pelo grupo.

Risco de narcoestado

O promotor também fez um alerta sobre o futuro do país. Para ele, caso medidas eficazes não sejam tomadas, o Brasil corre o risco de se transformar em um narcoestado nas próximas décadas.

“Estamos em um processo de formação, que pode levar duas ou três décadas, de um Estado paralelo, de um narcoestado, se nada for feito. O crime organizado está num crescimento exponencial, e ninguém sabe onde isso vai chegar se não mudarmos a estratégia atual”, declarou.

Proposta de agência antimáfia

Para enfrentar o problema, Gakiya defende a criação de uma agência nacional antimáfia, formada por diferentes instituições e inspirada em modelos internacionais, como o italiano.

“O PCC já é uma organização mafiosa. Precisamos de um órgão conjunto, não apenas do Ministério Público, para enfrentar o crime de forma estruturada e eficiente”, concluiu.

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