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Navios de guerra dos Estados Unidos chegaram ao sul do Caribe, próximo da costa da Venezuela

Rádio Sampaio com G1
Publicado 29/08/2025
Navio anfíbio USS San Antonio, integrante do grupo de combate Iwo Jima da Marinha dos Estados Unidos. — Foto: Sargento Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos

 

Navios de guerra dos Estados Unidos chegaram ao sul do Caribe, próximo da costa da Venezuela, disse uma autoridade norte-americana à agência Reuters nesta quinta-feira (28). Outras embarcações também estão a caminho da região.

Segundo a agência, sete navios de guerra e um submarino nuclear já estão na região ou devem chegar até o início da próxima semana. O governo dos EUA afirma que a operação tem como objetivo combater o tráfico internacional de drogas.

As embarcações estão transportando 4.500 militares, incluindo 2.200 fuzileiros navais, segundo a Reuters.

A agência disse ainda que o Exército dos EUA também tem feito voos com aviões espiões P-8 na região para coletar informações. No entanto, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a operação está acontecendo exclusivamente em águas internacionais.

O embaixador da Venezuela nas Nações Unidas, Samuel Moncada, acusou os Estados Unidos de promover uma campanha terrorista na região. Ele se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres, para discutir a operação norte-americana.

“É uma operação massiva de propaganda para justificar o que os especialistas chamam de ação cinética – ou seja, intervenção militar em um país que é soberano e independente e não representa ameaça a ninguém”, disse.

Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada sobre a operação. Um jornalista perguntou se os EUA avaliavam atacar a Venezuela, após comentar que o aparato militar enviado ao Caribe era maior do que o necessário para ações contra o tráfico de drogas.

Leavitt disse que não iria comentar ações militares e reafirmou que Nicolás Maduro não é o presidente legítimo da Venezuela. Segundo ela, o venezuelano é um fugitivo da Justiça dos EUA.

"Trump está preparado para usar todos os elementos da força americana para impedir que as drogas inundem nosso país e para levar os responsáveis à Justiça. E, como já disse aqui deste púlpito, o regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela", declarou.

EUA x Maduro

Maduro é acusado pelos EUA de narcoterrorismo. Ele é apontado pelo governo americano como líder do Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelos EUA como organização terrorista internacional.

No início de agosto, os EUA dobraram a recompensa por Maduro, estipulando um valor de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação do venezuelano.

Maduro tem classificado as ações recentes dos Estados Unidos como ameaças. Diante da movimentação militar, ele anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para proteger o território da Venezuela.

A Venezuela também enviou 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia após o governo vizinho afirmar que os EUA estavam usando o narcotráfico como uma "desculpa para invasão militar". Por outro lado, o governo colombiano descarta colaborar com Maduro.

Na terça-feira (26), em um documento enviado à ONU, a Venezuela classificou as ações dos Estados Unidos como "grave ameaça à paz e à segurança regional" e pediu que a ONU monitore a "escalada de ações hostis" e "ameaças" do governo dos EUA.

 

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