


O Hamas aceitou a proposta de cessar-fogo na guerra com Israel apresentada pelos mediadores do Egito e do Catar, nesta segunda-feira (18).
Israel ainda não se pronunciou sobre o assunto.
A notícia, dada em primeira mão por agências de notícia internacionais, foi confirmada no Facebook por Basem Naim, alto funcionário do grupo terrorista: "O movimento deu sua aprovação à nova proposta apresentada pelos mediadores".
De acordo com uma fonte oficial egípcia ouvida pela Reuters, a proposta inclui uma suspensão das operações militares na Faixa de Gaza por 60 dias e é vista como um caminho para chegar a um acordo abrangente para encerrar a guerra de quase dois anos.
O período de trégua envolve a libertação de metade dos reféns israelenses mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos, afirma a fonte.
Uma fonte familiarizada com as negociações disse à Reuters que a proposta é quase idêntica a uma apresentada anteriormente pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, que Israel havia aceitado.
Após o Hamas chegar a acordo com os mediadores, o chanceler do Egito, Badr Abdelatty, afirmou que o país está "pronto" para se juntar a uma força internacional que seria posicionada em Gaza.
"Estamos prontos para contribuir com qualquer força internacional que possa ser posicionada em Gaza", sob a condição de que seja baseada "em uma resolução do Conselho de Segurança, com mandato claro e dentro de uma perspectiva política. Sem ela, seria insensato posicionar forças", declarou.
Cairo também demonstra estar "disposto a contribuir com qualquer esforço internacional em favor da criação de um Estado palestino", acrescentou o ministro egípcio.