
O acordo foi assinado em Washington, D.C., pelo Secretário de Relações Exteriores, Rubén Ramírez, pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo Secretário Adjunto de Segurança Interna, Troy Edgar — Foto: Divulgação
Os Estados Unidos e o Paraguai assinaram nesta quinta-feira (15), em Washington, um acordo de cooperação que reforça a parceria entre os dois países no combate ao terrorismo, à migração irregular e ao crime organizado. O memorando foi firmado durante encontro entre o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e prevê a presença do FBI na região da Tríplice Fronteira.
Segundo o jornal La Nación, o acordo estabelece medidas para fortalecer a segurança de fronteira, criar processos mais rigorosos na análise de pedidos de proteção e asilo, além de permitir a instalação de escritórios do FBI e a realização de treinamentos de policiais paraguaios.
“Este acordo é mais um passo na forte aliança e amizade que existe entre nossos países, governos e povos. Estamos formalizando nossa cooperação no combate à imigração irregular, que pode representar um problema de segurança nacional para ambas as nações”, afirmou Rubio.
Ramírez Lezcano destacou que a agenda bilateral se apoia em princípios de democracia, direitos humanos e Estado de Direito, envolvendo também comércio e investimentos. O subsecretário de Segurança Nacional dos EUA, Troy Edgar, participou da reunião e classificou o Paraguai como “um grande aliado”, ressaltando que o memorando é “um grande passo” para garantir maior controle fronteiriço.
O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, confirmou que o país instalará um centro antiterrorista no lado paraguaio da Tríplice Fronteira, considerado estratégico na atuação de organizações criminosas e grupos extremistas. O espaço contará com 15 policiais paraguaios treinados pelo FBI e terá como objetivo desarticular atividades terroristas e redes de crime organizado.
“O Paraguai terá um centro antiterrorista com apoio do FBI. Nós declaramos o Hezbollah como uma organização terrorista, e não somente os homens armados, como todos os membros do partido”, declarou Riera em entrevista à CNN.
A iniciativa retoma compromissos feitos em maio de 2024, quando o governo paraguaio anunciou o fortalecimento da cooperação internacional em segurança. À época, os Estados Unidos, ainda sob a gestão de Donald Trump, ofereceram recompensa de até US$ 10 milhões (cerca de R$ 54 milhões) por informações que ajudassem a identificar as redes financeiras do Hezbollah na região de fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai.
Segundo Riera, o novo centro também atuará contra facções criminosas: “O terrorismo e o crime organizado estão ligados; um financia o outro”, afirmou.
