
Tarcisio de Freitas e Lula- FOTO: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação
Ministros e assessores do Palácio do Planalto atribuem a um fator específico as recentes críticas públicas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao presidente Lula.
Para assessores palacianos, Tarcísio teria atacado Lula como resposta por não ter sido citado como presidenciável na entrevista que o petista deu à Bandnews FM na terça-feira (12/8).
Tarcísio criticou Lula na quarta-feira (13/8), durante discurso no evento AgroFórum. Conforme noticiou o Metrópoles, o governador disse que o Brasil “não aguenta mais o Lula”.
“Nós estamos há 40 anos discutindo a mesma pessoa. O Brasil não aguenta mais excesso de gasto. O Brasil não aguenta mais, não tolera mais aumento de imposto. O Brasil não aguenta mais corrupção. O Brasil não aguenta mais o PT. O Brasil não aguenta mais o Lula”, afirmou Tarcísio. “É preciso falar dessa safra de governadores. Nós não precisamos mais da mentalidade atrasada, da mentalidade de 20 anos atrás”, acrescentou o governador.
Na avaliação de auxiliares presidenciais, Tarcísio teria ficado incomodado pelo fato de não ter sido citado por Lula como presidenciável e, em resposta, criticou o petista, colocando-se no jogo.
Em julho, a coluna do jornalista Igor Gadelha (Metrópoles) noticiou que Lula e seus ministros foram orientados a evitar citar o nome de Tarcísio em seus discursos, mesmo que fosse para fazer ataques políticos ao governador paulista.
A estratégia, segundo fontes do Planalto, está baseada em pesquisas que mostram que Tarcísio ainda é pouco conhecido Brasil afora. Nesse cenário, os ataques de Lula poderiam alavancar o governador.
Na entrevista à Bandnews FM, Lula disse que, se decidir tentar a reeleição em outubro de 2026, vencerá o pleito. O petista também defendeu que “quanto mais candidatos de direita, melhor”.
Na mesma fala, o presidente mencionou nominalmente os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais) como potenciais presidenciáveis, mas não citou Tarcísio.
