CCJ da Câmara aprova projeto que aumenta pena para aliciamento de menores pela internet

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 13/08/2025

 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (13), um projeto que aumenta a pena para aliciamento de crianças e adolescentes cometidos na internet.

➡️O projeto impõe a pena de um a três anos de prisão para quem facilitar o acesso a conteúdo pornográfico para crianças e assediar crianças para fazê-las se exibirem de forma sexualmente explícita.

➡️Além disso, caso o crime seja cometido por meio de aplicativo de comunicação via internet, a pena será aumentada em um terço.

Foto de arquivo: CCJ da Câmara dos Deputados — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Foto de arquivo: CCJ da Câmara dos Deputados — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

De acordo com a autora do projeto, a deputada Shéridan (PSDB-RR), o intuito da proposta é tornar a legislação mais adequada ao cenário atual, em que o contato entre criminosos e vítimas ocorre com frequência por meio de dispositivos digitais.

A proposta agora segue para votação no Plenário da Casa. Se aprovado, segue para apreciação dos senadores e precisará ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para começar a valer.

Debate na Câmara

O projeto entrou na pauta da comissão após a repercussão de um vídeo do influenciador Felipe Bressani Pereira, mais conhecido como Felca, com denúncias de exploração de menores nas redes sociais.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a afirmar que pautaria nessa semana projetos que tratariam do assunto. No entanto, segundo lideranças, Motta decidiu aprofundar as discussões para permitir uma participação maior de parlamentares e da sociedade civil no debate.

Nesta terça-feira (12), ele afirmou que a Casa vai criar um grupo de trabalho para analisar propostas de proteção a menores de idade nas redes e convocará um debate, no plenário principal, para discutir o tema com especialistas.

Ao anunciar a criação do grupo de trabalho, Motta defendeu que "proteger a infância não é um favor, é um dever".

"Se nós, como sociedade, não formos capazes de garantir que cada criança viva cada fase da vida com dignidade e respeito, para que serve o Congresso Nacional? Para mim, pai de duas crianças, essa pauta não pode esperar. Uma infância perdida não se recupera. O Brasil tem esse dever, e a Câmara tem essa missão", afirmou nas redes sociais.

Ao longo dos últimos dias, a oposição vinha sinalizando preocupação com o avanço do tema na Câmara e a possibilidade de o debate esbarrar em uma regulação das redes sociais.

Apoio nas investigações

A votação de outro projeto que previa endurecer as regras de crimes contra crianças nas redes também estava prevista, mas o texto foi retirado da pauta e não tem previsão de votação.

➡️O projeto buscava garantir que delegados e membros do Ministério Público possam requirir informações para investigações de crimes de abuso sexual infantojuvenil diretamente as plataformas digitais ou órgãos públicos.

Caso seja aprovado, o prazo para as empresas responderem será de dez dias.

O descumprimento da ordem poderá acarretar pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa. Caso o atraso ou a omissão seja considerado culposo (sem intenção), a pena prevista é de 1 a 2 anos de prisão.

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