A procuradora de Justiça de Alagoas, Maria Marluce Caldas Bezerra, teve sua indicação para o cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovada, na tarde desta quarta-feira (13), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.
A sabatina integrou a primeira parte de uma extensa reunião da comissão, que avaliou 14 indicações para tribunais, conselhos e agências reguladoras.
O encontro, presidido pelo senador Otto Alencar (PSDB-BA), começou às 9h e foi dividido em três blocos. No primeiro, além de Marluce, foram sabatinados o desembargador Carlos Augusto Pires Brandão (indicado ao STJ), a advogada Verônica Abdalla Sterman (indicada ao Superior Tribunal Militar) e a economista Lorena Giuberti Coutinho (indicada para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados).
Relatada pelo senador alagoano Fernando Farias, a indicação de Marluce foi aprovada de forma unânime. Em seus cumprimentos, a procuradora se referiu a Farias como “um senador querido”, menção também estendida ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), que fez questão de discursar em defesa da aprovação.
Aprovada na CCJ com 25 votos a favor e dois contrários, a indicação de Maria Marluce Caldas Bezerra segue agora para votação no plenário do Senado. Caso seja confirmada, ela passará a integrar o STJ, uma das cortes superiores mais importantes do país, responsável por uniformizar a interpretação da lei federal em todo o território nacional.
Presença alagoana em peso
A sessão contou com forte presença de autoridades e lideranças políticas de Alagoas. No plenário, acompanharam a sabatina o prefeito de Maceió, JHC (sobrinho de Marluce), o presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas (irmão da indicada), vereadores da capital – entre eles o presidente da Câmara, Chico Filho (PL), o líder do governo, Kelmann Vieira (MDB), o vice-líder David Empregos (União Brasil), o líder do MDB na Câmara, Alan Pierre, e o presidente da Comissão de Orçamento, Samyr Malta (Podemos).
