Caiado diz que manter a crise 'interessa a Lula'

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 01/08/2025

Ronaldo Caiado (União)| Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), afirmou que manter a crise do tarifaço "interessa" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma vez que ele teve ganhos de popularidade ao investir na contraposição com o presidente americano Donald Trump.

As falas aconteceram durante a mesa de debates Diálogos O GLOBO, mediado pela jornalista Vera Magalhães.

"Essa crise interessa ao Lula mantê-la, porque teve crescimento de popularidade nas pesquisas. Mas essa é uma crise que pode impor a nós sérias consequências econômicas, não pode ficar de brincadeira" — disse Caiado.

Ao ser questionado sobre as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Caiado disse que "perderam o limite na dose de ambos os lados", também criticando a decisão do magistrado que determinou o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro.

"O remédio que cura é o mesmo que mata. A diferença é a dose. O que aconteceu? Perderam o limite na dose de ambos os lados. Não precisava impor uma tornozeleira e não precisava impor uma Magnitsky. Quando você deteriora o relacionamento, você não tem como analisar a extensão de um dano em relação a outro. Não temos que estar discutindo sintoma, e sim as causas "— disse Caiado.

Rompimento definitivo do União com o governo

Durante a entrevista, o Caiado também disse que o seu partido, o União Brasil, deverá romper de maneira definitiva com o governo em breve, após a próxima reunião da executiva da sigla junto. A decisão teria sido tomada junto ao PP.

"A conversa que tive na semana passada com o Antônio de Rueda [presidente do União] e com Ciro Nogueira [presidente do PP] é que a primeira reunião que vamos ter com a executiva deverá ser para a ruptura definitiva do partido com a estrutura de governo. Não dá mais para ficar numa situação híbrida". — declarou Caiado.

"Com essa reunião, a gente espera entregar cargos e anunciar que, realmente, a gente vai lançar uma pré-candidatura para disputar em 2026"- destacopuy.

Contrário ao governo, Caiado também foi crítico à PEC da Segurança Pública por centralizar atribuições do estados no governo federal, que não saberia tratar do assunto por conta própria.

"A PEC da Segurança veio como presente de Natal para o PCC, tanto é que ela foi retirada por tentar centralizar tudo no governo federal. Segurança pública é atribuição dos governos dos estados. Eles não sabem como controlar isso "— declarou o governador.

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