
Crédito: UNHCR/Aristophane Ngargoune
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) condenou a morte de mais de 450 civis no estado sudanês de Kordofan do Norte.
Em nota, a diretora executiva da agência, Catherine Russell, diz que pelo menos 35 crianças foram assassinadas - além de duas mulheres grávidas de comunidades próximas da cidade de Bara, incluindo as aldeias de Shag Alnom e Hilat Hamid.
O número de criança mortas pode subir após dezenas de pessoas ficarem feridas e muitas continuarem desaparecidas.
Para a chefe da agência da ONU, os ataques são uma “escalada de violência aterrorizante e um completo desrespeito à vida humana, ao direito internacional humanitário e aos princípios mais básicos da humanidade.”
A diretora executiva do Unicef condena os ataques da “forma mais veemente possível” e apela a todas as partes em conflito para que “ponham fim à violência imediatamente. Ela disse que todas as partes têm que cumprir suas obrigações perante o direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário, e os princípios de distinção, proporcionalidade e precaução”.
O Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, disse estar apreensivo com a medida como os confrontos continuam a escalar. Muitas casas foram saqueadas e incendiadas. Vários sudaneses tiveram que se deslocar fugindo da violência durante os combates.
Há interrupções contínuas nas comunicações na área, o que dificulta a confirmação do número exato de civis que perderam a vida.
O Ocha também está alarmado com relatos de novos bombardeios em Al Obeid, a capital do estado, que espalham o medo e a insegurança entre os civis.
As operações humanitárias também foram afetadas pelos combates no estado de Kordofan Ocidental no mesmo período. Mais de 20 pessoas, incluindo vítimas de um ataque aéreo, morreram após o ataque a uma escola que abrigava deslocados.
A ONU voltou a pedir apoio urgente e crescente para alcançar milhões de pessoas vulneráveis em todo o Sudão. O plano de resposta humanitária deste ano para o país conta com quase 23% de financiamento, ou cerca de US$ 950 milhões.
