
Foto: Geraldo Magela/Senado
O tenente-coronel Mauro Cid começou, nesta segunda-feira (14), a prestar um novo depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), em continuidade às investigações relacionadas aos atos antidemocráticos ocorridos no Brasil. O depoimento está sendo conduzido por videoconferência, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
Por questões de segurança e sigilo, a sessão não está sendo transmitida ao vivo, e estão proibidas fotos e gravações de áudio ou vídeo. A medida busca preservar o andamento das investigações, que envolvem informações sensíveis e delações que podem impactar diretamente outros processos em curso.
Mauro Cid já prestou diversos depoimentos em investigações que apuram a tentativa de golpe de Estado e outras ações ilegais atribuídas a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ex-ajudante de ordens da Presidência, Cid firmou acordo de colaboração premiada e vem sendo peça-chave no avanço das apurações conduzidas pelo STF e pela Polícia Federal.
O novo depoimento ocorre em um momento estratégico para o inquérito, podendo trazer novos desdobramentos sobre o envolvimento de militares e autoridades civis em articulações consideradas antidemocráticas. Não há previsão oficial sobre o término da oitiva ou divulgação de seu conteúdo.
A expectativa é que os esclarecimentos prestados por Mauro Cid contribuam para consolidar provas e fundamentar as próximas fases do processo judicial. O caso segue em sigilo judicial, conforme decisão do ministro Moraes.
