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A dívida da Venezuela com o Brasil já ultrapassa a marca de R$ 10,3 bilhões e continua em crescimento, sem qualquer perspectiva de quitação no curto prazo. O país governado por Nicolás Maduro está inadimplente desde 2018, acumulando até agora mais de R$ 2,7 bilhões apenas em juros de mora.
Os valores pendentes são oriundos de financiamentos concedidos para exportações brasileiras, sobretudo vinculadas a grandes obras de infraestrutura realizadas em território venezuelano ao longo dos últimos anos. Entre os projetos financiados estão metrôs, estaleiros e siderúrgicas, em operações que contaram com o respaldo do Seguro de Crédito à Exportação (SCE). O seguro é pago pela União aos exportadores nacionais para garantir o recebimento, mesmo diante da inadimplência do importador.
Com isso, o prejuízo já foi absorvido pelos cofres públicos brasileiros, e agora o governo federal busca formas de reaver os valores pagos. No entanto, a tarefa tem se mostrado desafiadora. Apenas nos dois primeiros meses de 2025, o estoque da dívida venezuelana junto ao Brasil aumentou em quase R$ 1 bilhão, refletindo o impacto dos juros e da falta de avanços nas negociações.
Até o momento, não há sinalização de um acordo para regularização dos débitos, o que mantém o passivo como uma preocupação para as contas públicas e para as relações comerciais entre os dois países.
