
Explosão — Foto: MPT
Dois irmãos morreram após a explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício na zona rural de Maragogipe, cidade do Recôncavo baiano. O caso aconteceu no dia de São João, 24 de junho, mas uma das vítimas morreu na segunda-feira (30) e a outra, na quarta (2). Nesta quinta (3), o Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT) anunciou que o caso está sendo investigado.
O acidente aconteceu na comunidade de Samambaia e levou às mortes de João Vitor de Jesus Batista, de 17 anos, e David Miguel de Jesus Batista, 25. As vítimas eram conhecidas na região pelos apelidos de JV e Dedé, respectivamente.
A explosão do local exigiu a utilização de um helicóptero de resgate para prestar socorro às vítimas. Os dois permaneceram hospitalizados desde o dia 24 de junho, quando o acidente aconteceu. Segundo o MPT, o inquérito foi instaurado para identificar o responsável pela fábrica clandestina.
Ainda segundo o órgão, uma série de ações foram realizadas em parceria com a Polícia Civil (PC), Departamento de Polícia Técnica, Exército e Superintendência Regional do Trabalho (SRT-BA) em 2025. No total, foram apreendidos 2,8 milhões de fogos ilegais e duas pessoas foram presas.
Além de Salvador, também foram apreendidos materiais clandestinos em cidades como Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Sapeaçu, Serrinha e Feira de Santana. As equipes ainda estiveram em outro ponto de produção ilegal, na cidade de Alagoinhas, onde 5 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão.
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Apreensões fogos clandestinos foram feitas em todo o estado — Foto: Divulgação/PC-BA
O MPT aponta que a atividade ilegal mudou desde a grande explosão de 1998, lembrada pelo órgão como a maior tragédia trabalhista da Bahia. Após o grande número de apreensões e resgates de pessoas, a atividade não acontece mais em um galpão e foi pulverizada pelas zonas rurais do estado.
