
Juliana Marins | Reprodução
O presidente Lula (PT) disse que determinou ao Itamaraty para realizar o traslado do corpo de Juliana Marins, morta após cair em um vulcão na Indonésia, ao Brasil. Até então, o ministério dizia que não poderia realizar a operação.
A notícia foi dada pelo presidente ao pai de Juliana nesta manhã. "Conversei hoje por telefone com Manoel Marins para prestar a minha solidariedade neste momento de tanta dor", publicou Lula, nas redes sociais.
"Informei a ele que já determinei ao Ministério das Relações Exteriores que preste todo o apoio à família, o que inclui o translado do corpo até o Brasil", disse o presidente. Juliana foi declarada morta na última terça, depois de quatro dias de tentativas de resgate na Indonésia. Quando socorristas conseguiram chegar até seu corpo, constataram a morte.
O Itamaraty vinha negando que faria o trâmite. O órgão havia dito ao UOL, em nota, que auxilia a família de Juliana, mas que não custearia o transporte do corpo, sob o argumento de que embaixadas e consulados apenas ajudam na expedição de documentos.
Até então, a família de Juliana preparava trâmites para transporte do corpo. A legislação brasileira veta o pagamento de despesas, com algumas exceções, e auxilia apenas em acompanhamento de acidentes, localização e repatriação de brasileiros em casos de conflitos e catástrofes naturais, mas não indica disposição financeira para isso.
"A assistência consular não compreende o custeio de despesas com sepultamento e traslado de corpos de nacionais que tenham falecido do exterior, nem despesas com hospitalização, excetuados os itens médicos e o atendimento emergencial em situações de caráter humanitário"- Artigo 257 do decreto 9.199/2017.
O UOL procurou o Itamaraty, mas não teve resposta até o momento. A reportagem será atualizada após manifestação.
