Trump participa de cúpula da Otan na Holanda após celebrar cessar-fogo no Oriente Médio

 

Donald Trump participa de cúpula da Otan na Holanda | Reprodução

 

Após celebrar o cessar-fogo no Oriente Médio, o presidente americano Donald Trump desembarcou na Holanda para se reunir com os países integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Serão dois dias para discutir a segurança militar dos 32 países que compõem o bloco. Destes, 30 são europeus e os outros dois são Estados Unidos e Canadá.

“Não há defesa sem uma indústria militar forte e não há segurança europeia sem uma forte ligação transatlântica”, disse Mark Rutte, Secretário-geral da Otan, durante abertura do encontro.

Os países da Otan pretendem aumentar os gastos individuais com armamentos de 2% para 5% do PIB (Produto Interno Bruto). O investimento é considerado necessário, especialmente neste momento em que os Estados Unidos se envolvem em um conflito no Oriente Médio e os países europeus enfrentam uma ameaça em comum: a Rússia, comandada por Vladimir Putin.

“Sabemos que a Rússia será capaz de testar nossa defesa nos próximos cinco anos, então, até 2030, devemos ter tudo que precisamos para nos proteger”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Embora a Ucrânia não faça parte da Otan, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi convidado para a cúpula e deve se reunir com Donald Trump na Holanda.

Esta é a primeira vez que o presidente norte-americano participa de uma reunião da aliança militar ocidental desde que retornou à Casa Branca, no início deste ano. Trump já fez diversas críticas aos europeus por não investirem mais em defesa e, nesta terça-feira (24), comentou sobre a decisão do governo espanhol, que se recusou a elevar os gastos militares para 5% do PIB.

"Há sempre um problema com a Espanha. É muito injusto com os outros países", afirmou Trump, ainda a caminho da Europa.

Já o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou que o país entrou em acordo com a Otan para aumentar as despesas militares, mas apenas até 2,1% do PIB. Segundo ele, um gasto maior seria desproporcional, desnecessário e não tornaria a Espanha uma aliada melhor ou mais segura.

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